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HISTORIA DO MUNICÍPIO DE CERRO CORÁ

História do Municipio

  • Publicado: Quinta, 08 de Junho de 2017, 00h18
  • Última atualização em Sexta, 09 de Junho de 2017, 13h44
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HISTÓRIA

Os índios Canindés e Janduís, os primeiros habitantes da localidade, começaram uma sublevação no final do século XVII, e uma expedição dirigiu-se à região com o objetivo de reprimir o levante. Mas os grupos de povoamento só chegaram à localidade com a fixação de colonizadores, apenas no século seguinte, dedicados à agricultura e à pecuária.

A primeira proprietária de terras na localidade foi Adriana de Holanda Vasconcelos, que no ano de 1764 recebeu duas Datas de Terras. Dona Adriana doou parte da serra que ficava em suas terras a Nossa Senhora Santana, surgindo o nome Serra de Santana.

Nos idos de 1886, o Major Lula Gomes, paraibano de Picuí, proprietário da localidade chamada de Barro Vermelho, fundou o povoado de Caraúbas, nome dado em referência à existência de carnaubeiras nas redondezas. Com o incentivo inicial de Lula Gomes, o povoado se desenvolveu com o importante trabalho de Manoel Salustino Gomes de Macedo, João Soares de Maria, João Pinto, Manoel Osório de Barros e Tomaz Pereira de Araujo, sendo que este último desenvolveu a cidade até esta chegar a categoria de cidade.

A primeira residência que se tinha noticia era a de Gracindo Deitado, onde hoje existe uma loja de eletrodomésticos, na rua Sérvulo Pereira, centro. O primeiro nome do povoado foi Barro Vermelho, se assim dizia porque os vaqueiros que ali passavam ficavam com as roupas tingidas pelo barro daquela cor. Depois, o povoado se chamou Caraúbas, tendo passado a ser chamar Cerro Corá para não ser confundido com o município homônimo da região Oeste do Rio Grande do Norte.

Em homenagem ao último momento histórico da Guerra do Paraguai, o Presidente da Intendência de Currais Novos, João Alfredo Galvão, o Joca Pires, no ano de 1922, mudou o nome do povoado para Cerro Corá, passando a distrito do município de Currais Novos em 1938, pelo Decreto número 603.

No dia 11 de dezembro de 1953, através da Lei número 1.031, desmembrado de Currais Novos, o distrito de Cerro Corá passou à categoria de município do Rio Grande do Norte. O então deputado estadual Cortez Pereira foi o autor do projeto de lei de emancipação política do município, depois sancionada pelo então governador Sílvio Pedrosa.

Prefeitos municipais: Sérvulo Pereira de Araújo, Benvenuto Pereira de Araújo, José Walter Olímpio, Manoel Antunes, José Julião Neto, Virgilio Tavares, Francisco Pereira de Araújo, João Batista de Melo Filho, José Amaro, Raimundo Soares de Brito, Clidenor Pereira de Araújo Filho e Raimundo Marcelino Borges.

João Batista de Melo Filho exerceu quatro mandatos de Prefeito municipal, enquanto Sérvulo Pereira exerceu dois mandatos. José Julião Neto exerceu o cargo por sete meses, em 1971, em decorrência do afastamento de Manoel Antunes, de quem era vice. Virgilio Tavares foi nomeado interventor, a fim de evitar que Manoel Antunes voltasse a ocupar o cargo. Coisas da ditadura militar, que não efetivou o vice-prefeito eleito constitucionalmente. José Walter Olímpio também era vice-prefeito e assumiu o cargo em face da morte, no exercício do mandato, do prefeito Benvenuto Pereira. Clidenor Filho,neto de Tomaz Pereira, trouxe para a cidade um grande desenvolvimento, herdando do avô, a veia política.

Cerro Corá tem um potencial ainda não descoberto para o turismo, com um clima bastante frio e paisagens bonitas, serve de nascente para o rio mais importante do estado, o rio Potenji. Todo mês de Maio, é realizado um grande festival cultural, o "Festival de inverno", onde este reverencia o que a cidade tem de mais atraente: o frio da serra.

HISTÓRIA DA CÂMARA

Conta de 02 de março de 1955 a ata da primeira sessão do Poder Legislativo de Cerro Corá, é o primeiro registro encontrado sobre a instituição. O documento daquele dia instala a primeira legislatura cerro-coraense, apesar de não fazer referência à posse dos vereadores.

Inicialmente a Câmara Municipal funcionava no prédio da Prefeitura, onde também se instalava o fórum. A sala destinada à vereança ostentava inscrições em latim, tais como “non judicatus, sedjudicaturusproficiamjudicantibus” e, segundo relatos, a divisória entre os dois poderes municipais era feita com material compensado.

A emancipação do Poder Legislativo Municipal só ocorreu em março de 1979. Para essa conquista, o então vereador Lourival Libâneo de Melo, presidente da casa na época, teve papel crucial nessa luta. Naquele momento, Cerro Corá vivia o primeiro mandato do Prefeito João Batista de Melo Filho, com quem Lourival travou acirradas discussões para que o intento fosse efetivado. Só a partir de então é que a Câmara ganhou Sede Própria, fato que fez de Cerro Corá um dos primeiros municípios do interior do estado a conseguir a autonomia da Câmara Municipal.

Setenta e dois vereadores já passaram pela Câmara Municipal de Cerro Corá desde a sua 1ª Legislatura, incluindo-se neste grupo os cinco novatos eleitos em 2012 para assumir mandato até 2016: José Erivanaldo de Albuquerque, Valderi Joaquim Borges, Everaldo Araújo de Lima, José Medeiros de Araújo e Álvaro Melo. Da 14ª permanecem nos cargos Francisco Aldo Maciel, Manoel José de Maria, Evilásio de Medeiros Bezerra e Maria das Graças de Medeiros Oliveira, única mulher da atual legislatura. 

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